
O basquete brasileiro e mundial perdeu, nesta sexta-feira (17), um de seus maiores nomes. Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, em Santana do Parnaíba, em São Paulo, deixando um legado histórico dentro e fora das quadras. Conhecido como “Mão Santa”, Oscar é amplamente reconhecido como o maior jogador da história do basquete brasileiro.
Mesmo sem ter atuado na NBA, a principal liga do esporte no mundo, construiu uma carreira lendária e foi eternizado entre os grandes ao ser incluído no Hall da Fama do basquete nos Estados Unidos e também no Hall da Fama da FIBA. A consagração internacional veio em 2013, durante cerimônia realizada em Springfield, berço do basquete.
Na ocasião, o brasileiro recebeu a honraria das mãos de Larry Bird, ídolo do Boston Celtics e uma das maiores referências da modalidade — alguém que o próprio Oscar admirava. Apesar do reconhecimento global, a trajetória do Mão Santa foi marcada por decisões incomuns. Em 1984, ele chegou a ser escolhido no Draft da NBA pelo New Jersey Nets (atual Brooklyn Nets), mas recusou a oportunidade.
À época, regras da FIBA impediam atletas da liga norte-americana de defenderem suas seleções nacionais, o que levou Oscar a priorizar a equipe brasileira. Anos depois, após os Jogos Olímpicos de Barcelona 1992, voltou a ser sondado pela NBA, mas novamente optou por não aceitar. Já aos 34 anos, avaliou que não teria o mesmo rendimento em alto nível na liga.
Nos últimos dias, Oscar enfrentava problemas de saúde. Ele chegou a ser internado às pressas no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana do Parnaíba, após um mal-estar, mas não resistiu. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada. No início do mês, o ex-jogador não pôde comparecer a uma homenagem promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro, durante a cerimônia de Hall da Fama da entidade, em razão de uma cirurgia recente.
Seu filho, Felipe Schmidt, o representou no evento e informou apenas que o pai estava em recuperação em casa. A morte de Oscar Schmidt encerra a trajetória de um ícone que transcendeu gerações e fronteiras, consolidando seu nome como um dos maiores atletas da história do esporte mundial.
Autor: Magno Fernandes
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