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Brasil NOVA 'LEI SECA'

Cocaína e maconha: veja as substâncias detectadas no drogômetro

Nova regra do Contran amplia a fiscalização e prevê teste preliminar para identificar substâncias psicoativas em motoristas.

20/08/2026 às 05h54
Por: Redação Fonte: O Globo
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A ferramenta vai complementar as fiscalizações nas blitzes | Divulgação/Ascom PRF
A ferramenta vai complementar as fiscalizações nas blitzes | Divulgação/Ascom PRF

A fiscalização de trânsito no Brasil ganhou uma nova ferramenta para tentar identificar motoristas que estejam sob efeito de substâncias psicoativas. Uma regulamentação aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) passou a prever o uso do chamado drogômetro, equipamento que analisa uma amostra de saliva e pode indicar a presença de diferentes drogas durante abordagens.

A medida faz parte da atualização dos procedimentos da Lei Seca e amplia a fiscalização, que até então tinha como principal instrumento de detecção de substâncias o etilômetro, utilizado para verificar a presença de álcool.

Entre as substâncias que podem ser identificadas estão cannabis (THC), cocaína, anfetamina, metanfetamina e MDMA, além de substâncias da classe dos opioides, como a morfina. Equipamentos avaliados em estudos brasileiros também apresentaram capacidade de detectar outras substâncias, dependendo da tecnologia empregada.

A coleta é feita por meio de saliva e o resultado inicial tem caráter qualitativo. Isso significa que o aparelho aponta a presença ou ausência do composto pesquisado, sem informar a quantidade existente no organismo.

Resultado positivo não encerra a fiscalização

A identificação de uma substância pelo drogômetro não significa, por si só, que o motorista será automaticamente considerado sob efeito de drogas. A regulamentação estabelece procedimentos adicionais para a fiscalização, incluindo a observação e o registro de sinais de alteração da capacidade psicomotora.

Em situações que exigirem confirmação, poderão ser utilizados métodos laboratoriais mais precisos. A ideia é que o equipamento portátil funcione como uma etapa inicial da abordagem.

Outra diferença em relação ao bafômetro é justamente a forma de interpretação do resultado. Enquanto o etilômetro consegue apresentar uma concentração de álcool, o drogômetro utilizado como triagem apenas aponta a presença da substância pesquisada.

Quais substâncias podem aparecer no teste?

A relação inclui drogas de diferentes grupos. Entre as que podem ser identificadas pelos dispositivos estão:

  • Cannabis: o teste procura o THC, principal composto psicoativo da maconha.
  • Cocaína: pode ser identificada diretamente ou por meio de seus metabólitos, dependendo do equipamento.
  • Anfetaminas: a categoria inclui substâncias estimulantes pesquisadas nos testes de triagem.
  • Metanfetamina: também pode ser identificada por alguns dos equipamentos desenvolvidos para a fiscalização.
  • MDMA: substância conhecida popularmente como ecstasy e incluída entre os compostos que podem ser pesquisados.
  • Opioides: determinados dispositivos conseguem identificar essa classe, incluindo a morfina.

A tecnologia já vinha sendo estudada no Brasil antes da regulamentação. Em projeto coordenado pelo Ministério da Justiça, equipamentos foram avaliados para identificar substâncias como THC, cocaína, anfetamina, metanfetamina e MDMA a partir de amostras de saliva.

Implementação será gradual

Apesar da regulamentação, a utilização prática dos aparelhos depende da disponibilidade de equipamentos que atendam aos critérios técnicos e de certificação exigidos. Reportagens recentes apontam que os dispositivos ainda passam por processos de validação para uso regular no país.

As novas regras também estabelecem procedimentos para reduzir a possibilidade de resultados equivocados. No caso da fiscalização relacionada ao álcool, por exemplo, a nova regulamentação prevê uma etapa de reteste para situações em que o primeiro resultado possa sofrer interferência de resíduos presentes na boca.

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