
O caso do cachorro Orelha na praia Brava, em Florianópolis, que comoveu e revoltou todo o Brasil ganhou uma reviravolta digna de alerta. No centro de uma onda de ódio que quase terminou em linchamento, uma mulher admitiu publicamente que a "prova máxima" do crime, um suposto vídeo de adolescentes espancando o animal, nunca existiu.
O que parecia ser uma denúncia legítima era, na verdade, um boato de terceiros que viralizou sem qualquer filtro, provando que o tribunal da internet muitas vezes condena antes mesmo de entender os fatos.
Em entrevista ao programa Fantástico, a autora da postagem que inflamou os ânimos confessou que agiu por impulso. Ela alegou ter ouvido de uma conhecida que um porteiro teria gravado a cena, mas confessou à polícia que nunca deu o "play" em gravação alguma. O susto veio quando o post saiu do controle: internautas passaram a caçar os jovens mencionados e a planejar represálias físicas.
Enquanto o boato falava em espancamento em grupo, o trabalho técnico da Polícia Civil de Santa Catarina mostrou um cenário diferente, embora ainda trágico. O animal morreu por uma pancada na cabeça, provavelmente causada por um objeto como uma garrafa ou um pedaço de madeira.
O caso agora está nas mãos do Ministério Público. Enquanto a defesa dos jovens alega que as provas são "frágeis", a polícia deu o inquérito por encerrado, indiciando adultos por coação de testemunhas e pedindo a internação do menor envolvido.
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