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Acusados de matar Orelha já teriam afogado cão de delegado

Polícia investiga tentativa de afogamento de cão adotado por delegado.

29/01/2026 às 05h59
Por: Redação Fonte: ND+
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Caramelo acabou adotado após a tentativa de afogamento. | Reprodução / Redes Sociais
Caramelo acabou adotado após a tentativa de afogamento. | Reprodução / Redes Sociais

As apurações da Polícia Civil catarinense trouxeram à luz mais um episódio de violência cometido pelos mesmos adolescentes investigados pela morte do cão Orelha.

O cachorro, batizado de Caramelo, conseguiu escapar da tentativa de afogamento e foi adotado pelo delegado-geral da instituição após o episódio. Em coletiva de imprensa realizada no dia 27 de janeiro, o delegado Ulisses Gabriel reforçou que a instituição trata a defesa dos animais como prioridade.

Ele destacou a criação de delegacias especializadas no Estado para atender esse tipo de crime.

O cão Orelha morreu no dia 15 de janeiro após ser espancado com pauladas na Praia Brava, em Florianópolis. O crime ganhou repercussão em todo o país e motivou protestos na comunidade local.

A brutalidade do ataque chocou moradores e ativistas da causa animal. A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos investigados na manhã do dia 26 de janeiro.

Os quatro adolescentes respondem por maus-tratos, mas não foram apreendidos até o momento. As investigações seguem em andamento.

Suspeitos viajam para o exterior

Dois dos adolescentes investigados estão em Orlando, nos Estados Unidos, em viagem para a Disney. O delegado informou que o retorno está previsto para a próxima semana.

Os jovens embarcaram logo depois que o crime ganhou repercussão, embora a viagem já estivesse marcada antes dos fatos.

Adultos indiciados por coação

As buscas da polícia incluíram a procura por uma arma de fogo. Um adulto, familiar de um dos adolescentes, teria usado o armamento para ameaçar o porteiro de um condomínio.

O objetivo da coação era impedir que o funcionário compartilhasse informações e imagens com as autoridades. A arma não foi encontrada nas buscas realizadas.

Três adultos, todos parentes dos adolescentes, já foram indiciados por coação. As principais informações do processo:

O processo corre em sigilo para proteger a integridade das provas e dos depoimentos. A Polícia Civil mantém o trabalho investigativo para esclarecer todos os detalhes do caso e responsabilizar os envolvidos.

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