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Brasil “VAI BEIJAR O DIABO”

Jovem morto pela namorada levava ameaças na brincadeira, relata amigo

Raphael Canuto Costa, 21, morreu em colisão com moto da namorada Geovanna Proque, após discussão. Investigação aponta premeditação e ciúmes.

02/01/2026 às 07h10
Por: Redação Fonte: Metrópoles
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A vítima não levava as ameaças a sério, apesar de comentários semelhantes terem sido feitos até na véspera do crime. | Reprodução
A vítima não levava as ameaças a sério, apesar de comentários semelhantes terem sido feitos até na véspera do crime. | Reprodução

Raphael Canuto Costa, de 21 anos, morreu após ser perseguido e atropelado pela pela namorada, Geovanna Proque da Silva, na madrugada do dia 28 de dezembro, na zona sul de São Paulo. Na colisão, Joyce Correa da Silva, de 19 anos, que estava na garupa, também morreu no local. Uma terceira pessoa ficou ferida, mas foi socorrida e passa bem.

Segundo a Polícia Civil, o casal havia discutido momentos antes do crime. Após um desentendimento na casa de Raphael, o jovem saiu de moto e foi seguido por Geovanna, que acabou atropelando propositalmente com o veículo as vítimas, conforme apontam as investigações. A suspeita foi presa em flagrante, teve a prisão convertida em preventiva e responde por homicídio doloso duplamente qualificado e lesão corporal.

Ameaças antes do crime

Durante a apuração, mensagens enviadas por Geovanna horas antes do crime reforçaram a suspeita de premeditação. Nos textos, ela faz ameaças diretas ao namorado após saber que ele participava de um churrasco com a presença de mulheres. As mensagens ameaçadoras eram enviadas diretamente para Raphael, dizendo que ele iria “beijar o diabo” e que iria “pegar a faca da picanha para cortar seu pescoço”.

Em depoimento à polícia, um amigo de infância de Raphael afirmou que a namorada do jovem era extremamente ciumenta e costumava dizer, em tom de brincadeira, que o atropelaria caso o relacionamento terminasse.

Reprodução
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Segundo ele, a vítima não levava as ameaças a sério, apesar de comentários semelhantes terem sido feitos até na véspera do crime.

O caso segue sob investigação pelo 37º Distrito Policial (Campo Limpo), com análise de perícias, depoimentos e novas provas que possam esclarecer completamente os fatos.

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