
A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel), realizou nesta quinta-feira (16) uma coletiva de imprensa para prestar esclarecimentos sobre a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) em Belém. O foco das investigações da PF são contratos milionários de saneamento básico firmados durante a administração municipal do prefeito Edmilson Rodrigues, sob a gestão da ex-secretária de saneamento, Ivanise Gasparim.
A operação da Polícia Federal mira especificamente possíveis irregularidades e ilícitos em contratos relacionados ao saneamento que foram celebrados durante a gestão que antecedeu a atual. A prefeitura reiterou o seu compromisso com a transparência e a colaboração com os órgãos de investigação para o esclarecimento completo dos fatos. Segundo informações repassadas pela SEZEL, a atual gestão da Prefeitura de Belém tem acompanhado as diligências da Polícia Federal desde o seu início.
Durante a coletiva, o secretário de zeladoria, Cleiton Chaves, afirmou que está prestando todo o auxílio e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades federais ao longo da operação.
“Desde o princípio, a orientação foi dar todas as informações solicitadas pela Polícia Federal. São processos de 2020 a 2024, cem por cento relacionado à antiga gestão. Chegaram aqui e foram em uma sala onde estavam servidores concursados do município, pegaram toda a documentação solicitada e se dirigiram para a sede da polícia.”
“Estes servidores, como se tratava da gestão anterior, e estas empresas não têm nenhum contrato com a administração atual, serão julgados pelos tribunais competentes. Já abrimos sindicância, vamos tocar o processo para abrir um eventual processo administrativo, se caso, será demitido do serviço público”, complementou o secretário.
As investigações continuam sob sigilo, mas a atuação da PF, com o apoio da Prefeitura, demonstra o rigor na fiscalização de contratos públicos, em especial os relacionados a serviços essenciais como o saneamento básico. Presente na coletiva, o procurador-geral adjunto da PGM, Alex Potiguar, informou que irá detalhar as medidas tomadas assim que o resultado completo da investigação for divulgado.
“Nós tomamos conhecimento de toda essa operação apenas na manhã de hoje, não tínhamos nenhuma coincidência direta com o local, nem acesso prévio aos alvos, mas tudo está tranquilo. A Polícia Federal já nos repassou informações preliminares e está acompanhando o caso para reaver todos os valores que, eventualmente, tenham sido desviados.”
“Segundo os apontamentos da própria Polícia Federal, trata-se de valores significativos, recursos que pertencem à população e que deveriam ter sido utilizados em prol do município. Nosso objetivo é justamente buscar o retorno desses valores à população, para que sejam revertidos em benefícios concretos. Foi instaurada uma sindicância interna para apurar eventuais responsabilidades de servidores que possam ter sido mencionados nesse procedimento da Polícia Federal”, complementou.
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