
Em um movimento que tem chamado atenção de seus usuários, o Nubank anunciou mudanças no acesso a dinheiro em espécie. Por ser totalmente digital e não contar com agências físicas, a fintech passa a cobrar uma tarifa para saques realizados em caixas eletrônicos de redes conveniadas, como Banco24Horas e Saque e Pague.
O saque em débito agora custa R$ 6,50 por operação, enquanto no crédito funciona como empréstimo, com juros sobre o valor retirado. Para clientes que utilizam o cartão de crédito, a retirada é limitada a 15% do limite disponível, com um teto de R$ 2.500 por ciclo de fatura.
Além disso, essas operações podem ser feitas fora do país, desde que a rede Cirrus seja aceita. A cobrança, segundo a fintech, não representa uma nova fonte de lucro, mas sim a cobertura de custos relacionados ao uso de caixas eletrônicos de terceiros e às obrigações tributárias.
A empresa reforça que a medida visa manter o funcionamento sustentável de suas operações sem agência física. Para facilitar a vida de quem ainda precisa de dinheiro em mãos, o Nubank lançou alternativas via Pix: o Pix Saque, que permite transferir instantaneamente o valor para o estabelecimento e receber o equivalente em notas, e o Pix Troco, no qual o cliente pode pagar um valor maior pelo produto e receber a diferença em dinheiro.
Essas soluções ampliam o acesso ao dinheiro sem depender exclusivamente dos caixas eletrônicos. Especialistas apontam que, com o crescimento do Pix, muitas pessoas têm reduzido a necessidade de saques, mas a tarifa reflete a realidade operacional de bancos digitais que dependem de terceiros para oferecer dinheiro físico.
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