
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (30) que 15 testemunhas de defesa indicadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro sejam ouvidas no processo que investiga a suposta tentativa de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente da República.
Entre os nomes aprovados para depor a favor de Bolsonaro estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; o deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ); e os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Ciro Nogueira (PP-PI) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Também foram incluídos na lista o general do Exército Gomes Freire, o brigadeiro Batista Júnior e Giuseppe Janino, ex-diretor de tecnologia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e responsável pelas urnas eletrônicas.
Na mesma decisão, Moraes autorizou que a defesa de Bolsonaro tenha acesso imediato a todas as provas reunidas durante as investigações da suposta trama golpista.
Em março, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e outros sete acusados. Eles passaram a responder formalmente por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Segundo a PGR, Bolsonaro tinha conhecimento do plano chamado "Punhal Verde Amarelo", que incluía ações para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. A denúncia também aponta que o ex-presidente sabia da chamada “minuta do golpe” — um rascunho de decreto que previa a decretação de um estado de exceção como parte do plano para impedir a transição de governo.
JACUNDÁ Prefeitura promove programação especial e reúne multidão no Dia das Crianças
POLÍTICA Câmara de Canaã dos Carajás elege nova Mesa Diretora para biênio
“FALTOU” Site do TSE indica ausência no 1º turno para eleitores que votaram
Mín. 23° Máx. 35°


