Em janeiro deste ano, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou a presença de um vírus com alta capacidade infecciosa e resistência em amostras de fezes de pacientes atendidos na Baixada Santista. O material foi analisado pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), após o aumento significativo de casos de viroses na região durante a virada do ano.
Desta vez, o mesmo vírus confirmado no Brasil, foi o responsável pela infecção de mais de 200 passageiros de um cruzeiro. Um surto do chamado norovírus afetou o Queen Mary 2, da Cunard Line, durante sua viagem rumo a Nova York. Segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, 224 dos 2.538 passageiros e 17 tripulantes apresentaram sintomas da infecção estomacal.
O norovírus é um dos principais causadores de doenças transmitidas por água e alimentos contaminados, especialmente em locais de grande circulação de pessoas, como escolas, hospitais e cruzeiros. Altamente contagioso, ele é responsável por cerca de 200 mil mortes anuais em todo o mundo, de acordo com a Fiocruz.
Os sintomas mais comuns do norovírus incluem diarreia aquosa, náuseas, vômitos e dor abdominal, manifestando-se entre 18 e 48 horas após a infecção. A doença, que geralmente dura até dois dias, é transmitida principalmente pela ingestão de alimentos e água contaminados, ou pelo contato com superfícies e utensílios infectados.
Como não há vacina contra o norovírus, a prevenção é fundamental. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) orienta a população a adotar medidas rigorosas de higiene, como:
Mín. 21° Máx. 33°