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Política PORTE ILEGAL DE ARMA

Podendo perder o mandato, Zambelli se diz “abandonada” por Bolsonaro

Deputada menciona distanciamento de Bolsonaro e repercussão do caso da perseguição armada

31/03/2025 às 05h50
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
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A parlamentar concedeu entrevista à Folha de S. Paulo | Lula Marques/Agência Brasil
A parlamentar concedeu entrevista à Folha de S. Paulo | Lula Marques/Agência Brasil

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou sentir-se desamparada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enquanto enfrenta decisões judiciais que podem afetar seu futuro político. A declaração foi feita em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo neste domingo (30), onde Zambelli mencionou a falta de apoio de Bolsonaro diante dos recentes desdobramentos judiciais.

Na última segunda-feira (24), durante entrevista a um podcast, Bolsonaro comentou que o episódio da perseguição armada em 2022 prejudicou sua campanha para reeleição. Em resposta, Zambelli disse apoiar o ex-presidente desde 2013 e esperava solidariedade neste momento. Segundo ela, outras pessoas também se distanciaram de Bolsonaro em situações semelhantes.

Julgamento no STF e processo de inelegibilidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em razão do episódio em que perseguiu um homem armado nas ruas de São Paulo, véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. No entanto, o ministro Kassio Nunes Marques pediu vista, adiando a decisão final.

Paralelamente, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) confirmou a inelegibilidade de Zambelli por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante as eleições. Apesar disso, ela permanece no cargo enquanto recorre ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Impacto político e declarações da deputada

Zambelli reconheceu que o caso afetou a campanha de Bolsonaro, mas afirmou que não foi decisivo para a derrota. A deputada também revelou que enfrenta problemas emocionais desde 2022 em decorrência do episódio e considerou as declarações de Bolsonaro um peso adicional em sua situação.

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